Debates

Antonino Marmo Trevisan sobre como os contabilistas não conseguem enxergar o déficit público

Em Abaixo a repressão fiscal (OESP e JB, 04.04.99) argumentei que os orçamentos para a União, feitos ao amparo da Lei 4.320/64, não distinguem “receita” de “financiamento” portanto, por construção, nunca deixam de estar equilibrados e assim transmitem noções equivocadas para a Sociedade sobre o estado das finanças públicas. Tresivan em Luca Paciolo e Gustavo Franco (Carta Capital, 28.05.99) sente-se ferido em seus brios profissionais, bem como o Dr. José Serafim Abrantes, Presidente do Conselho Federal de Contabilidade, que me dirigiu, em 16.04.99 Oficio Mal Humorado. Minha resposta a Trevisan em Trevisan e o déficit orçamentário (Carta Capital 02.08.99) deixa claro que não estou, nem de longe, agredindo as partidas dobradas e tampouco o profissional de contabilidade. Trata-se apenas de deixar claro que, ao obedecer aspartidas dobradas as finanças públicas não estão salvas. Veja também, nesta linha, a minha resposta ao ofício mal humorado do Dr. Abrantes, de 11.05.99, e um comentário de um leitor (de 23.06.99) da Carta Capital . Trevisan, em sua tréplica, Gustavo Franco e a dívida mobiliária (Carta Capital, 09.06.96), reluta em concordar com o que proponho, conforme procuro argumentar em Trevisan Neoliberal (Carta Capital, 23.06.96), e atestado pela sua lacônica resposta. Interessante que Trevisan voltaria ao tema três anos depois num editorial da Revista de sua própria empresa (Revista Trevisan, n. 163/2002) em Contadores e auditores na guilhotina, alegando que eu havia acusado os contabilistas de serem os responsáveis pela inflação no Brasil. Mandei uma carta pessoal ao Dr. Trevisan em 08.04.02 em protesto e obtive a resposta do Dr. Trevisan, via e-mail em 12.04.02”.

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